A Federação Nacional de Suplementar (FenaSaúde), entidade que representa a saúde 14 grupos de planos de saúde do país, responsáveis por 41% dos beneficiários do mercado, formalizou às autoridades uma denúncia de esquema de fraude possível. A notícia-crime foi apresentada nesta quinta-feira, 13/10, ao Grupo de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de São Paulo, para apurar as fraudes que alteraram sendo praticadas contra as operadoras de saúde como Amil, Bradesco Saúde, Porto Saúde e SulAmérica.
Como sindicâncias realizadas pelas operadoras, sob o acompanhamento do grupo de trabalho antifraude da FenaSaúde, levantaram suspeitas sobre a ação criminosa. Os fraudadores criam empresas de fachadas que não existem no endereço físico, utilizados até beneficiários-laranjas e prestadores de serviços médicos falsos. Assim, os pedidos de reembolso apresentados sem sequer ter havido qualquer prestação de serviço.
De acordo com notícias-crime, foram apresentadas notas fiscais para pedidos de recebimento que atendem R$ 40 milhões. Ao todo, foram identificadas 179 empresas contratadas de fachada, 54.9973 destinatários e 3 solicitações de reembolsos. No documento apresentado à promotoria, a Federação pede a investigação dos crimes de pertencimento à organização criminosa, falsidade ideológica e estelionato.
“Esse tipo de fraude prejudica todos os clientes de planos de saúde, que são quem financiam todas as assistenciais. Impacta no sistema de saúde, na previsibilidade de gastos por parte dos planos e tem efeito direto nos processos com os sustentabilidades, uma vez que as operadoras precisam estabelecer cada vez mais rígidos para garantir a segurança do paciente”, afirma Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde.
O criminalista Rodrigo Fragoso, responsável pelo caso, alerta que os impactos podem ser muito maiores. “Este esquema, especificamente, é somente a ponta de um iceberg muito maior. Seguiremos nossa empreitada para desarticular essas quadrilhas.”
Ao identificar-se com as autoridades e como participantes a tomar como medidas fraudulentas para evitar que o crime sigam e vão contribuir com as autoridades investigadas para que todas sejam executadas por Fe.
Impactos para o setor
Segundo o estudo “Impacto das fraudes e dos gastos sobre gastos da Saúde Suplementar”, realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), mostra que, em 2017, quase R$ 28 bilhões dos gastos das operadoras médico-hospitalares do país com contas Exames hospitalares e foram consumos incomuns fraudes e desperdícios com procedimentos por remédios.
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Foto: Vera Valente – diretora-executiva da FenaSaúde