A manifestação convocada por Jair Bolsonaro em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro também foi usada para testar um futuro slogan de campanha do ex-presidente em 2026, caso ele consiga reverter a sua inelegibilidade.
Durante o ato deste domingo, Valdemar Costa Neto fez elogios públicos ao ex-presidente e soltou o seguinte bordão: “Com Lula, tudo ficou caro! Volta, Bolsonaro”. Segundo integrantes do PL, não foi à toa. Valdemar quis testar o chavão para ver a receptividade junto aos eleitores do ex-presidente. Como a ideia ‘colou’, o Valdemar pretende usar esse slogan em futuras peças publicitárias do partido para massificar a campanha em prol do ex-presidente da República, conforme apurou este portal. O discurso de Valdemar também foi compartilhado nas listas de transmissão do PL.
Possível mote de campanha de Bolsonaro: ‘Com Lula, está caro; volta Bolsonaro’
A ideia é usar esse slogan como mote da pré-campanha e da campanha de 2026.
Além disso, durante a manifestação, o próprio governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou o bordão entoado por Valdemar Costa Neto. “Prometeram picanha e não tem nem ovo. Se está tudo caro, volta Bolsonaro”, disse o chefe de Poder Executivo paulista.
Pesquisas divulgadas ao longo do mês de fevereiro e início de março apontam queda de popularidade do presidente Lula. Na mais recente, a Ipsos–Ipec afirmou que a avaliação negativa do petista estava na casa dos 41%. O aumento no custo de vida é o fator que mais tem influenciado esse mau humor do eleitor brasileiro. Por isso, o PL vai focar sua campanha contra o ex-presidente a partir da agenda econômica.
Ex-presidente ainda acredita em reversão de inelegibilidadeAo longo da manifestação, embora o tema principal fosse a anistia, o ex-presidente da República voltou a falar em uma possível reversão de sua inelegibilidade. Como já mostramos neste portal, a ideia de Jair Bolsonaro é lançar a sua candidatura em 2026, independentemente da autorização ou não do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Como viram que a questão da inelegibilidade dá para ser alterada. Afinal de contas, me tornaram inelegíveis por quê? Pegaram dinheiro na minha cueca? Alguma caixa de dinheiro no meu apartamento? Algum desfalque em estatal? Porque me reuni com embaixadores e, a outra, porque subi no carro de som do Silas Malafaia”, disse Bolsonaro neste domingo.