O presiente dos EUA, Donald Trump, faz coletiva de imprensa para explicar os ataques contra a Venezuela que sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Acompanhe a entrevista de Trump com a TVT News.
Acompanhe a entrevista de Donald Trump
O que está acontecendo na Venezuela?
EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela na madrugada de sábado
De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para Nova York.
Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”
Vice-presidente dos EUA diz que Trump ofereceu “múltiplas saídas” a Maduro
Trump anuncia captura de Maduro após bombardeios dos EUA contra Venezuela
Caracas, Venezuela, 3 de janeiro de 2026 – 10:43
O presidente Donald Trump anunciou neste sábado(3) a captura do mandatário venezuelano Nicolás Maduro após um “ataque em grande escala” dos Estados Unidos contra Caracas e outras regiões do país.
A procuradora-geral dos Estados Unidos anunciou neste sábado acusações por narcotráfico e terrorismo.
Maduro e esposa serão levados para Nova York, diz Trump
West Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 11:49O líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, capturados e retirados do país por forças americanas, serão apresentados à Justiça em Nova York, declarou o presidente Donald Trump.
“Serão levados para Nova York. Foram acusados em Nova York”, declarou Trump à emissora de televisão Fox, referindo-se às acusações de narcotráfico, terrorismo e contrabando de armas, entre outras, apresentadas em 2020.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serão conduzidos primeiro ao navio Iwo Jima, que se encontra em águas do Caribe, explicou Trump em resposta às perguntas dos jornalistas.
O que aconteceu na Venezuela?
Trump considerava ilegítimo o poder do mandatário, acusado de cometer fraude nas eleições de julho de 2024.
Maduro foi formalmente acusado de narcotráfico pela Justiça dos Estados Unidos em 2020, e o Departamento de Estado oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares (271 milhões de reais na cotação atual) por informações que levassem à sua prisão.
“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e retirado do país”, afirmou Trump em sua rede Truth Social.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, disse no X que Maduro e sua esposa “em breve enfrentarão todo o rigor da Justiça dos EUA em solo americano, em tribunais americanos”.
Após vários meses de pressão contra Maduro que incluíram uma grande mobilização militar americana no Caribe, Washington atacou Caracas e os estados vizinhos de Miranda e La Guaira, além de Aragua, a uma hora de carro da capital.
Caracas amanheceu em silêncio. Vários bairros cheiravam a pólvora. Agentes policiais encapuzados percorriam a cidade e vigiavam sedes estatais.
O governo venezuelano denunciou que os bombardeios afetaram populações civis, sem apresentar provas.
O incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, é visto à distância após uma série de explosões em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. Os militares dos Estados Unidos foram responsáveis por uma série de ataques contra a capital venezuelana, Caracas, no sábado, segundo relatos da mídia americana. Há relato de aeronaves sobrevoando a cidade. Os veículos de imprensa americanos CBS News e Fox News noticiaram declarações de autoridades anônimas do governo Trump confirmando o envolvimento das forças americanas. Mais tarde, Trump admitiu o ataque (Foto: AFP)
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, primeira na linha de sucessão, exigiu de Washington uma “prova imediata de vida” de Maduro e sua esposa.
“Viva Venezuela!”
As primeiras explosões em Caracas foram ouvidas por volta das 02h locais (3h em Brasília), constataram jornalistas da AFP.
Um dos alvos em Caracas foi o forte militar Tiuna, o mais importante do país. O canal estatal VTV mostrou imagens de grades derrubadas e ônibus incendiados em La Carlota, uma base aérea de Caracas.
“Viva a Venezuela!”, gritavam venezuelanos de suas casas em um bairro rico de Caracas.
Os bombardeios americanos contra lanchas que supostamente transportavam drogas no Caribe deixaram pelo menos 115 mortos desde setembro.
Maduro, que descrevia seu governo como socialista, sempre disse que essas operações buscavam sua derrubada e a apropriação das reservas de petróleo da Venezuela, as maiores do mundo.
Em um aumento constante da pressão, Trump havia afirmado que os dias de Maduro no poder estavam “contados”.
Após os ataques deste sábado, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, anunciou um “desdobramento maciço de todos os meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis”.
O chanceler, Yván Gil, solicitou uma reunião urgente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Venezuelanos deixam o país se reúnem antes de atravessar a fronteira em Cúcuta, Colômbia, em 3 de janeiro de 2026, após as forças americanas capturarem o líder venezuelano Nicolás Maduro em um “ataque em larga escala” contra o país sul-americano. (Foto de Schneyder Mendoza / AFP)
“Pensei que fosse um tremor”
As explosões se prolongaram por cerca de uma hora, enquanto se ouviam sobrevoos de aviões. Alguns moradores se debruçaram nas varandas e terraços para ver o que acontecia ou gravar um vídeo. Outros se esconderam em locais seguros, sem janelas.
“Eu pensei que fosse um tremor”, disse um morador de Fuerte Tiuna que pediu anonimato. “Quando olhei pela janela, vi bolas de fogo no morro (…) saí correndo, peguei minha caminhonete e fui para a casa da minha mãe, que mora perto”.
“Foi horrível, sentimos os aviões passarem por cima da nossa casa”, contou outra moradora da área militar que não quis se identificar.
Vídeos aos quais a AFP teve acesso mostravam colunas de fumaça e fogo na faixa costeira de La Guaira.
“Senti que (as explosões) me levantaram da cama pela gravidade e, na hora, pensei ‘Deus, chegou o dia’ e chorei”, contou à AFP María Eugenia Escobar, de 58 anos, moradora de La Guaira.
Estado de exceção
O governo decretou “estado de comoção exterior”, que confere poderes especiais a Maduro diante de um conflito militar externo.
“Ao final desses ataques, nós venceremos. Viva a pátria! Viva! Leais sempre! Traidores nunca!”, disse o ministro do Interior.
Países aliados da Venezuela, como Rússia, Irã e Cuba, repudiaram os ataques, assim como o governo de esquerda do México. A chefe da diplomacia da União Europeia pediu “moderação”.
A Espanha se ofereceu como mediadora para alcançar uma “solução pacífica” para o conflito.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, mobilizou tropas para a fronteira e pediu reuniões da OEA e da ONU “imediatamente”.
Com informações da AFP












