Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra, é o enredo campeão do carnaval 2026; 13° título da Mocidade
A Mocidade Alegre é a campeã do Carnaval de São Paulo 2026. Leia em TVT News.
Resultado Carnaval de São Paulo
1° lugar: Mocidade Alegre
2° lugar: Gaviões da Fiel
3° lugar: Dragões da Real
4° lugar: Tatuapé
5° lugar: Barroca Zona Sul
A estreante Mocidade Unida da Mooca conquistou o 8° lugar.
Rebaixadas para o Grupo de Acesso
Rosas de Ouro, campeã de 2025 e Águia de Ouro foram rebaixadas para o Grupo de Acesso. As duas escolas são muito tradicionais no carnaval de São Paulo.
Mocidade Alegre é campeã do Carnaval de São Paulo
Enredo da Mocidade Alegre: Malunga Léa – Rapsódia de Uma Deusa Negra
A Mocidade Alegre levou para o Sambódromo do Anhembi um samba-enredo que exalta a ancestralidade e o protagonismo feminino negro.
Com o tema Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra, a “Morada do Samba” prepara uma narrativa biográfica para celebrar o legado da atriz Léa Garcia, tornando sua trajetória de luta, arte e resistência em poesia cantada. Interpretado por Igor Sorriso, o samba foi concebido como um manifesto de reverência e afirmação identitária, conectando a homenageada à espiritualidade afro-brasileira e à força coletiva das comunidades negras.
Assinada por um coletivo de compositores, o enredo referências religiosas e culturais logo nos primeiros versos, com as saudações “Laroyê”, “Mojubá” e “Arroboboi”, rememorando orixás e tradições de terreiro.
A letra costura passagens da carreira de Léa, ícone do teatro e da televisão, a símbolos de resistência histórica, citando marcos como o Teatro Experimental do Negro e obras como Orfeu. No refrão, expressões como “a pele preta é armadura” e “no palco, expressão de liberdade” ressaltam o tom político e celebratório do enredo.
A proposta musical também dialoga com a estética do desfile. Sob o comando de Mestre Sombra, a bateria “Ritmo Puro” deve incorporar levadas inspiradas no Jongo e em ritmos ancestrais, criando uma batida que mistura o tradicional andamento do samba com elementos de matriz africana. A intenção é que o som amplifique a narrativa dos três atos pensados pelo carnavalesco Caio Araújo: ancestralidade, resistência e consagração, conduzindo o público por uma rapsódia emotiva que transforma dor em celebração.
A Mocidade Alegre foi a terceira escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial, no dia 14.
Foto: Divulgação LIGA/SP
Acompanhe o samba-enredo da Mocidade Alegre
LAROYÊ! BATE TRÊS VEZESE MOJUBÁ! A DEUSA NEGRA É ELA!A FILHA DE OXUMARÊQUE TRAZ NO SANGUE A FORÇA DA MULHERPISA FORTE NESSE CHÃOAFIRMANDO SEU LUGARPRA FAZER REVOLUÇÃOSEU DIREITO CONQUISTARNOSSO POVO ENTRA EM CENAA ARTE NUNCA PODE SE RENDERECOA A VOZ DO NASCIMENTOORFEU SOBE O MORRO PRA VENCER!
LERÊ! LERÊ! LERERERERE!LERÊ! LERÊ! LERERERERE!A GUERREIRA NO QUILOMBO FEZ VALER O SEU PAPELPELA LUZ DAS YABÁS, TODO PRETO VAI PRO CÉU!
CONSAGRAÇÃO, DA NEGRITUDERESISTE ENTRE TANTOS PERSONAGENSA PELE PRETA É ARMADURANO PALCO, EXPRESSÃO DE LIBERDADEEVOÉ, MULHER!IGUAL A TI EU NUNCA VIVOCÊ AINDA ESTÁ AQUIPRA SEMPRE, PRESENTE!É SUA COROAÇÃOPROTAGONISTA NO MEU PAVILHÃO
Ô! MALUNGA É!MALUNGA, LÉA! ARROBOBOITOCA O BRAVUM COM ANCESTRALIDADENO TERREIRO MOCIDADE!
Com informações da Liga das Escolas de Samba de São Paulo
Gaviões da Fiel e Dragões da Real voltam para o Desfile das Campeãs
Foto: Felipe Araujo / LIGA SP
Foto: Felipe Araujo / LIGA SP













