O norte-americano Robert Francis Prevost, que adotou o nome de Leão XIV, foi eleito papa nesta quinta-feira (8), no segundo dia de conclave. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou o eclesiástico em sua rede social. É a primeira vez na história que um norte-americano assume o pontificado. Saiba mais em TVT News.
Na rede social Truth, Donald Trump disse que é uma honra para ele e para os Estados Unidos ter Robert Prevost é como o primeiro papa norte-americano. O presidente dos EUA disse estar ansioso para conhecer Leão XIV e que será um momento significativo.
Confira a publicação:
O cardeal Timothy Dolan havia recebido apoio de Donald Trump para se tornar o novo papa. Dolan é proximo do presidente e discursou na posse de seus dois mandatos.
Quem é Robert Prevost, o Papa Leão XIV
O primeiro papa nascido nos Estados Unidos promete um papado de sensibilidade pastoral adquirida em suas décadas de trabalho missionário na América Latina. Mas seu perfil também levanta questionamentos importantes sobre os rumos que a Igreja tomará em temas polêmicos como direitos LGBTQIA+, aborto e imigração.
Nascido em Chicago em 1955 e ordenado sacerdote na Ordem de Santo Agostinho, Prevost atuou como missionário no Peru nos anos 1980. Lá, ganhou fluência em espanhol e compreensão das tensões sociais e religiosas que marcam a América Latina, onde a fé se entrelaça com pobreza, injustiça e espiritualidade popular.
Desde 2023, Prevost ocupava o estratégico cargo de prefeito do Dicastério para os Bispos, órgão responsável por avaliar e nomear novos bispos no mundo inteiro. Foi um dos papéis mais influentes sob o pontificado de Francisco, e lhe proporcionou conhecimento profundo da maquinaria vaticana, além de dar visibilidade internacional à sua liderança.
Apesar disso, sua atuação nesse posto também gerou críticas. Em particular, sua participação em processos de investigação de abuso clerical foi vista como tecnicamente correta, mas pouco transparente ou sensível às vítimas. Esse aspecto deve ser observado com atenção por movimentos que exigem mais responsabilidade institucional da Igreja.













