O ministro Alexandre de Moraes removeu na manhã desta quarta-feira (19), o sigilo da delação do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Bolsonaro, Mauro Cid, à Polícia Federal.
A medida foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no plano golpista que impediria Lula de tomar posse.
No despacho desta quarta, Moraes abriu prazo de 15 dias para manifestação das defesas. Pela determinação, a contagem deve correr de forma simultânea para todos os acusados, incluindo Mauro Cid.
Segundo a acusação, o ex-presidente liderou uma trama golpista gestada em 2022, nos últimos meses de seu mandato, com o objetivo de se manter no poder após ser derrotado na corrida presidencial daquele ano.
Uma das principais alegações das defesas dos acusados é de que não tiveram acesso à íntegra da delação de Cid. Ao levantar o sigilo após a denúncia, Moraes afirmou que a medida visa a “garantia do contraditório e da ampla defesa”.
Com informações da Agência Brasil