O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca neste sábado (28) na Zona da Mata mineira para visitar as áreas atingidas pelas chuvas históricas que deixaram ao menos 68 mortos e milhares de desabrigados. A agenda inclui sobrevoo por municípios devastados, como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, e uma reunião de emergência com autoridades locais para alinhar ações de socorro e reconstrução. Saiba os detalhes na TVT News.
A região enfrenta um cenário de calamidade após temporais que superaram as médias históricas. Em Juiz de Fora, o acumulado ultrapassou 180 milímetros em uma única madrugada, volume superior ao previsto para todo o mês de fevereiro.
Segundo a Polícia Civil, 68 mortes foram confirmadas até esta sexta-feira (27), sendo 62 em Juiz de Fora e seis em Ubá. Todas as vítimas, com idades entre 2 e 79 anos, morreram soterradas em decorrência de deslizamentos de terra e desabamentos. Equipes do Corpo de Bombeiros seguem nas buscas por desaparecidos e já atenderam mais de 80 ocorrências de soterramento desde o início da semana.
Reunião com prefeita e comitiva ministerial
Ao meio-dia, Lula participa de reunião na prefeitura de Juiz de Fora com a prefeita Margarida Salomão e lideranças regionais. O presidente estará acompanhado dos ministros Jader Filho (Cidades), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional).
O estado de calamidade pública já foi reconhecido pelo governo federal, o que agiliza a liberação de recursos e a mobilização de equipes da Defesa Civil Nacional e da Força Nacional do SUS.
Em pronunciamento nas redes sociais, Lula afirmou que o governo atuará “com a velocidade e a força que o momento exige”, priorizando assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e apoio à reconstrução.
Modelo do Rio Grande do Sul
A estratégia adotada seguirá o modelo implementado durante as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. Entre as principais medidas previstas estão:
Liberação de verbas para obras de drenagem urbana e contenção de encostas;
Implementação da modalidade de “compra assistida” de imóveis para famílias que perderam suas casas;
Construção de novas unidades habitacionais por meio do Minha Casa, Minha Vida, quando não houver imóveis disponíveis;
Estruturação de abrigos oficiais e reforço no atendimento social às famílias desalojadas.
O montante total de recursos ainda será definido após a conclusão do levantamento completo dos danos materiais e sociais.













