A primeira-dama Janja da Silva, que está no Japão há uma semana, explicou que sua viagem antecipada com a equipe precursora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi para “economizar passagem aérea”. Durante uma entrevista à BBC na terça-feira (25), ela refutou alegações de falta de transparência sobre os custos de sua viagem e estada no país asiático.
“Obviamente, eu vim com a equipe precursora, inclusive, para economizar passagem aérea. Vim um pouco antes, fiquei hospedada na residência do embaixador” declarou.
A antecipação da viagem da esposa do líder do Executivo não foi anunciada pelo governo, nem pelas redes sociais da primeira-dama, causando críticas da oposição, que exige mais clareza sobre a agenda e os custos de Janja. Ela desembarcou em Tóquio em 18 de março.
Ainda não foram divulgados os custos relacionados à viagem de Janja para o Japão. No entanto, o Diário Oficial da União (DOU) comunicou que a viagem foi aprovada com ônus, um tipo de licença concedida a funcionários que permite que viagens ao exterior incluam direito a diária, passagens e outros benefícios do cargo, função ou emprego.
A jornalista Mônica Bérgamo, colunista da Folha de S.Paulo, descobriu que Janja não realizou qualquer compromisso oficial até a chegada do líder do Executivo na segunda-feira (24). No entanto, a primeira-dama fez uma visita às obras do Pavilhão Brasil na Expo Osaka, a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
Na entrevista à BBC, Janja afirmou que, caso esteja em boas condições de saúde como agora, seu marido será candidato em 2026.
“Não sei [se Lula será candidato]. Você sabe que ele fala sempre que… ele não gosta de antecipar as coisas, né? Mas ele será candidato se tudo estiver bem com a saúde dele. Ele sempre coloca essa questão da saúde. Eu tô vendo ele muito forte de saúde, então… É isso” assinalou.