O Partido Novo acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) contra a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, acusando-a de promoção pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no vídeo em que chama o Crédito do Trabalhador de “empréstimo do Lula”.
O partido sustenta que a ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) violou o princípio de impessoalidade na administração pública, caracterizando uso indevido da máquina pública.
Na representação, a sigla pede que o tribunal emita uma medida cautelar contra novas peças de publicidade que usem a expressão “empréstimo do Lula”.
– A Constituição é clara, a publicidade institucional deve servir ao interesse público, não à promoção pessoal de autoridades. O que vimos no vídeo da ministra Gleisi Hoffmann é o uso indevido da máquina pública em uma tentativa descarada de antecipar a propaganda eleitoral para 2026. Isso fere diretamente o princípio da impessoalidade e não pode ser normalizado – declarou Adriana Ventura, líder do Novo na Câmara dos Deputados.
Em razão das críticas que recebeu, Gleisi decidiu deletar o vídeo. Em nota enviada ao jornal O Globo, a ministra afirmou que “diante de iniciativas no âmbito jurídico por parte de partidos de oposição, com evidente objetivo político”, decidiu suspender a postagem em que chama “o consignado privado de empréstimo do Lula”.
Vale destacar que o vídeo em questão foi suspenso do Instagram do Pleno.News por decisão da Meta, que enxergou nas falas da ministra “promessas irrealistas de ganho econômico”.
Veja:
O QUE É O CRÉDITO DO TRABALHADOR?
O governo federal lançou uma nova linha de crédito para trabalhadores do setor privado com carteira assinada na última sexta-feira (21), com parcelas descontadas diretamente na folha de pagamento. Os trabalhadores podem usar até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória como garantia.
A contratação pode ser feita pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital) e o sistema permite comparar taxas entre diferentes bancos antes de fechar o empréstimo.
O governo afirma que essa medida busca reduzir os juros para os trabalhadores do setor privado, uma proposta que segue o modelo de crédito já oferecido a servidores públicos e aposentados.