O novo capítulo da crise no Oriente Médio ganhou contornos ainda mais delicados após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que prevê ao menos cinco semanas de guerra com o Irã, dias depois do início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos no último sábado (28/2).
Qual a previsão de Donald Trump sobre a guerra com o Irã?
Ao comentar o andamento da operação, Donald Trump afirmou que a guerra com o Irã pode se estender por, no mínimo, cinco semanas, embora o governo esteja preparado para um conflito mais longo. O presidente declarou que as projeções iniciais apontavam para quatro a cinco semanas de ofensivas, mas que as Forças Armadas dos Estados Unidos teriam condições de sustentar mais tempo.
Em tom firme, Trump disse que o país está “bem à frente” do cronograma previsto e que “custe o que custar” a ofensiva será mantida até que os objetivos estratégicos sejam alcançados. Ele voltou a defender que o regime iraniano, especialmente se equipado com mísseis de longo alcance, representaria uma ameaça direta não apenas aos Estados Unidos.
Como a ofensiva contra o Irã é justificada pela Casa Branca?
Na visão do governo norte-americano, a previsão de cinco semanas de guerra com o Irã está ligada à necessidade de neutralizar o que é descrito como uma rede de ameaças que ultrapassa fronteiras nacionais. Trump argumenta que o regime iraniano é um dos principais patrocinadores do terrorismo no mundo.
Ao tratar da dimensão humana do conflito, Trump ressaltou a atuação dos soldados que participam da ofensiva e homenageou os militares mortos, dizendo que o país está de luto pelos que teriam feito o “último sacrifício pela nação”. Ele também reconheceu que “infelizmente” são esperadas novas baixas, apesar dos esforços para reduzir.
Como está a escalada regional no Oriente Médio?
Enquanto Donald Trump prevê cinco semanas de guerra com o Irã, a resposta de Teerã se intensificou rapidamente e ampliou o caráter regional do confronto. A Guarda Revolucionária Iraniana divulgou que, desde o início da ofensiva, lançou ataques contra centenas de alvos ligados aos Estados Unidos e a Israel.
Segundo autoridades iranianas, as operações não se limitaram ao território israelense, atingindo ainda vários países do Oriente Médio com mísseis e aeronaves não tripuladas. Entre os locais mencionados estão Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Iraque e Israel, o que elevou o grau de instabilidade.
Quais são os principais desdobramentos e riscos internacionais?
A previsão de Trump de cinco semanas de guerra com o Irã abre espaço para diversos cenários em relação à segurança internacional, à política regional e à economia global. Analistas apontam que a continuidade dos ataques, somada à morte do aiatolá Ali Khamenei em um ataque cirúrgico, tende a aprofundar tensões históricas entre Washington e Teerã em 2026.
Nesse contexto, diplomatas e organismos multilaterais destacam alguns desdobramentos considerados mais prováveis, especialmente se não houver canais de negociação ou mediação eficaz entre as partes envolvidas:
Maior instabilidade regional, com risco de novos países serem arrastados diretamente para o conflito armado.
Pressão diplomática crescente sobre Washington e Teerã, em busca de cessar-fogo ou negociações indiretas mediadas por potências europeias ou pela ONU.
Flutuações no mercado de energia, sobretudo no preço do petróleo, diante da ameaça às rotas de exportação no Golfo Pérsico.
Aumento de vítimas civis em áreas densamente povoadas próximas a bases militares e infraestruturas estratégicas.












