Acompanhe detalhes da reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o golpe na Venezuela
Acompanhe a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, que discute a situação na Venezuela, com a TVT News.
Acompanhe a transmissão ao vivo da reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Venezuela
Na ONU, Colômbia defende solução diplomática na Venezuela
A Colombia foi o primeiro país a se pronunciar. A representante da nação sul-americana, Leonor Zalabata Torres, condenou de maneira categórica os ataques de 3 de janeiro e os bombardeios em Caracas e outras áreas militares e civis, que classificou de “violação evidente da soberania, independência política e integridade territorial venezuelana”.
Ela enfatizou que as diferenças entre Estados devem ser resolvidas de forma pacífica pela via do diálogo e negociação.
Leonor Zalabata Torres condenou de maneira categórica os ataques de 3 de janeiro e os bombardeios em Caracas. Foto: ONU
A representante colombiana disse que a situação da Venezuela tem implicações para a paz e segurança internacionais, pois estabelece precedentes “profundamente preocupantes”, contradizendo a Carta das Nações Unidas.
Ela declarou que a Venezuela “merece viver em paz, democracia, prosperidade e dignidade, com um governo soberanamente definido por ninguém mais além de seu próprio povo e suas instituições”. A Colômbia se colocou à disposição para encontrar uma solução diplomática para a crise no país vizinho.
Rússia condena retorno do imperialismo norte-americano
A Rússia condenou de forma firme o “ato de agressão armada” contra a Venezuela e a detenção do presidente Nicolás Maduro e sua esposa. O representante russo, Vassily A. Nebenzia, pediu a libertação imediata de ambos.
Ele afirmou que o ataque contra o presidente da Venezuela tem sido encarado como um retorno a “uma era de dominação dos Estados Unidos pela força, caos e ilegalidade”. O embaixador enfatizou que não há justificativa para os “crimes cinicamente” perpetrados pelos forças norte-americanas em Caracas.
O representante da Rússia afirmou que Washington está criando novas condições para o colonialismo e o imperialismo, modelos que foram amplamente rechaçados e pelos povos da América-Latina.
Ele disse que é extremamente importante que a comunidade internacional se una e rejeite “os métodos e ferramentas da política externa militar dos Estados Unidos”, que foram demonstrados no caso da Venezuela.
China se diz chocada com “atos ilegais e unilaterais de bullying”
A China se disse chocada com os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela, que chamou de atos unilaterais e ilegais de bullying.
O representante do país afirmou que o uso indiscriminado da força só vai criar crises ainda maiores e que “nenhuma nação pode agir como polícia do mundo ou presumir ser um juiz internacional”.
O embaixador chines demandou que os Estados Unidos mudem de rumo, pare o bullying e práticas coercivas e desenvolva relações em cooperação com países da região na base do respeito mútuo, equidade e não interferência em assuntos internacionais.
A China se disse pronta para garantir a paz e estabilidade na América Latina e no Caribe.
Guterres pede respeito à independência dos países em reunião sobre Venezuela na ONU
Na abertura da reunião, a subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, transmitiu a mensagem do secretário-geral, António Guterres, ressaltando a incerteza a respeito do “futuro imediato da Venezuela”.
O líder da ONU declarou estar “profundamente preocupado” com a possível intensificação da instabilidade no país, o impacto potencial na região e “o precedente que isso pode criar para a forma como as relações entre os Estados são conduzidas”.
Segundo Guterres, a situação na Venezuela tem sido motivo de preocupação regional e internacional há muitos anos, principalmente após “as eleições presidenciais contestadas em julho de 2024”. A ONU tem insistido na necessidade de total transparência e na publicação completa dos resultados do pleito.
Sobre a ação militar norte-americana em 3 de janeiro, o secretário-geral destacou preocupação com o fato de as normas do direito internacional não terem sido respeitadas. A mensagem transmitida por DiCarlo ressalta que a Carta da ONU consagra a proibição da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
O líder da ONU enfatizou que a manutenção da paz e da segurança internacionais depende do compromisso contínuo de todos os Estados-membros em cumprir todas as disposições da Carta.
Com informações da ONU












