O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou como “claro ativismo judicial da esquerda” a decisão que tornou a líder da ultradireita francesa Marine Le Pen impedida de se candidatar a cargo público pelos próximos cinco anos. Bolsonaro disse que enfrenta situação parecida no Brasil. A declaração foi da à Reuters.
O ex-mandatário está inelegível até 2030, acusado de ter cometido abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação para atacar o sistema eleitoral brasileiro. Além disso, na semana passada, Bolsonaro se tornou réu por suposta tentativa de golpe de Estado por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Essa decisão é um claro ativismo judicial da esquerda. A denúncia contra mim também é fumaça, e quem vai julgar a gente põe no mínimo uma interrogação. Que desvio de recurso público é esse da Le Pen? O Trump também foi acusado de algo parecido nos Estados Unidos, ele enfrentou, é bilionário, líder do maior partido, conseguiu enfrentar”, disse ele.
A Justiça francesa condenou Le Pen por apropriação indébita de fundos da União Europeia, a tornando inelegível por cinco anos. Ela também foi sentenciada a quatro anos de prisão. A política ainda foi multada em 100 mil euros, o equivalente a R$ 618 mil.
Nem a pena de prisão nem a multa serão aplicadas até que os recursos estejam esgotados.
A líder do partido União Nacional (RN) é uma das figuras mais proeminentes da ultradireita europeia e tem sido a favorita nas pesquisas de opinião para a disputa das eleições presidenciais de 2027 na França.