Bad Bunny faz show com referências latino-americanas no intervalo do Super Bowl LX. Ahhh… e os Seahawks venceram os Patriots
Bad Bunny fez um baile inesquecível no intervalo do Super Bowl. Teve canavial, teve trabalhadores, teve várias referências à cultura latino-americana, incluindo a participação do ex-menudo Rick Martin. E irritou Trump. Para nós, da América Latina, foi momento de dançar e tirar mais fotos. De quebra, o Seahawks amassou o Patriots. Leia em TVT News.
Confira como foi o show de Bad Bunny no Super Bowl
SANTA CLARA, CALIFÓRNIA – 8 DE FEVEREIRO: Bad Bunny se apresenta no palco durante o show do intervalo do Super Bowl LX da Apple Music no Levi’s Stadium em 8 de fevereiro de 2026 em Santa Clara, Califórnia. Thearon W. Henderson/Getty Images/AFP (Foto de Thearon W. Henderson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Lady Gaga se apresenta com Bad Bunny no palco durante o show do intervalo do Super Bowl LX. Foto: Neilson Barnard/Getty Images/AFP (Foto de Neilson Barnard / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
(Da esquerda para a direita) Pedro Pascal, Karol G e Cardi B se apresentam no palco durante o show do intervalo do Super Bowl LX. (Foto de Chris Graythen / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Ricky Martin se apresenta com Bad Bunny no palco durante o show do intervalo do Super Bowl LX da Apple Music no Levi’s Stadium em 8 de fevereiro de 2026 em Santa Clara, Califórnia. Neilson Barnard/Getty Images/AFP (Foto de Neilson Barnard / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Bad Bunny fez referência à Pátria Grande ao nomear os países da América Latina, do norte ao sul, incluindo o Caribe. Em Santa Clara, Califórnia, participantes se apresentam no palco durante o show do intervalo do Super Bowl LX da Apple Music no Levi’s Stadium em 8 de fevereiro de 2026 em Santa Clara, Califórnia. Thearon W. Henderson/Getty Images/AFP (Foto de Thearon W. Henderson / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Vega Baja, Porto Rico, com informações da AFP
A professora aposentada Madeline Miranda foi à praça principal de Vega Baja, em Porto Rico, neste domingo (8), para assistir em um telão gigante à apresentação de seu ex-aluno, Bad Bunny, que fez todos dançarem durante o show do intervalo do Super Bowl.
“Eu dancei, gritei, vibrei e me entreguei de corpo e alma”, disse a mulher de 75 anos, ainda emocionada com a performance do jovem que ela ensinou em uma escola secundária local, quando ele ainda era apenas Benito Antonio Martínez Ocasio e não uma superestrela mundial.
Ao lado dela, cerca de cem moradores da cidade, localizada a cerca de 40 km a oeste da capital San Juan, se reuniram para testemunhar o grande momento de seu vizinho mais famoso.
Pessoas usando o tradicional chapéu porto-riquenho “pava” assistem ao Super Bowl LX entre o New England Patriots e o Seattle Seahawks, enquanto aguardam o show do intervalo com Bad Bunny em San Juan, Porto Rico, em 8 de fevereiro de 2026. (Foto de Jaydee Lee SERRANO / AFP)
Vieram pessoas de todas as idades e a maioria trouxe cadeiras de praia e alguns lanches para que a espera não fosse tão longa.
Em um lugar que não é particularmente fã de futebol americano, poucos prestam atenção ao jogo entre o Seattle Seahawks e o New England Patriots. Aqui, o único que importa é Bad Bunny.
E quando ele finalmente aparece no telão cantando um de seus maiores sucessos, “Titi Me Preguntó”, todos gritam de alegria. Alguns acenam com bandeiras de Porto Rico, outros aplaudem. A festa acaba de começar.
“Sinto muito orgulho de que alguém de Vega Baja tenha alcançado tamanha projeção. Isso mostra que nossa presença está se tornando mais forte nos Estados Unidos e em todo o mundo”, diz David Fontanez, um aposentado de 66 anos.
Bad Bunny é “Uma grande inspiração” para Porto Rico
Durante o show, Bad Bunny inclui inúmeras referências à sua ilha, tanto no design do palco quanto nas letras de suas músicas. E seus conterrâneos porto-riquenhos celebram tudo, aplaudindo efusivamente quando ele canta: “PR (Porto Rico) parece tão perto”.
Pedro Meléndez Barrio, de 14 anos, vê o astro como “uma grande inspiração” para os habitantes de Vega Baja. “Ele me deixa muito orgulhoso e também muito feliz. Acho que, se ele conseguiu isso, eu também posso conseguir. Isso me motiva muito”.
A maioria das pessoas é grata a um artista que sempre defende suas raízes e que realizou 31 shows em Porto Rico no ano passado, uma forma de impulsionar a economia de sua comunidade.
“Ele levou o que significa ser porto-riquenho para o Super Bowl”, diz Madeline Miranda. “Ele é um ótimo embaixador que representa a comunidade”, acrescenta a professora aposentada, que se lembra do jovem Benito como um menino “muito quieto e disciplinado”.
Outros moradores não se esqueceram de que a escolha de Bad Bunny como artista convidado foi marcada por controvérsia nos Estados Unidos, onde a ala mais conservadora da direita se opôs à presença de um astro que canta em espanhol.
No conceito amplo de América Latina nos estudos decoloniais, fazem parte da América Latina as nações que sofreram os impactos da colonização, como as Antilhas e os países a América Central, mesmo os de fala inglesa.
Eles também valorizam o fato de o artista estar dando voz a Porto Rico, um território não incorporado dos Estados Unidos, que mantém uma relação complexa com o país norte-americano. Aqui, por exemplo, os habitantes têm cidadania americana, mas não podem votar para presidente.
“Ele refletiu muito da nossa cultura, do que está acontecendo em Porto Rico e da situação dos imigrantes”, disse Madeline García, de 31 anos, após o show. “Ignoramos a polêmica porque, queiram ou não, também fazemos parte dos Estados Unidos. E, embora nossa língua seja o espanhol, a maioria dos porto-riquenhos também fala inglês.”
© Agence France-Presse
Trump não reconhece a importância de Bad Bunny
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao melhor estilo Bolsonaro durante o Carnaval, não soube reconhecer a importância de Bad Bunny na cultura norte-americana. Trump comentou, nas redes sociais, a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl. Sem citar o nome do artista, Trump chamou o show de “bagunça”.
Confira o que disse Trump
O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos e do mundo todo.
Esse “show” é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias — incluindo o melhor mercado de ações e planos de aposentadoria 401(k) da história! Não há nada de inspirador nessa bagunça de show do intervalo e, com certeza, receberá ótimas críticas da mídia de notícias falsas, porque eles não têm a menor ideia do que está acontecendo no mundo real. Aliás, a NFL deveria substituir imediatamente sua nova e ridícula regra do kickoff.
Lembrou o Bolsonaro, não?
Reprodução do post de Trump no Truth Social
Em campo, o Seattle Seahawks é bi-campeão do Super Bowl
No gramado, foi um amasso. Seattle Seahawks atropelou o New Englad Patriots (29-13) e conquistou o segundo Super Bowl.
Jogadores do Seattle Seahawks comemoram com o Troféu Vince Lombardi após derrotarem o New England Patriots durante o Super Bowl LX no Levi’s Stadium em Santa Clara, Califórnia, em 8 de fevereiro de 2026. (Foto de JOSH EDELSON / AFP)













