Grupo estava gravando documentário sobre cidades-esponjas, modelo criado pelo arquiteto chinês
Ao todo, quatro pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte na zona rural de Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, na noite desta terça-feira (23). Entre as vítimas, está Kongjian Yu um dos maiores arquitetos do mundo, e os cineastas documentaristas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr. Saiba mais na TVT News.
Além das três celebridades, o piloto e proprietário do avião Marcelo Pereira de Barros também morreu no acidente.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião era um modelo Cessna e ao cair no chão explodiu. As causas da queda ainda vão ser investigadas.
A região em que o avião caiu fica na área da Fazenda Barra Mansa, onde foi gravada cenas da novela “Pantanal”, da TV Globo. O local é de difícil acesso, o que pode atrapalhar o resgate e perícia.
O Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) está auxiliando na retirada dos corpos junto ao Corpo de Bombeiros.
Segundo o g1, amigos de Ferraz informaram que o grupo estava gravando um documentário sobre cidades-esponjas, conceito criado pelo arquiteto chinês.
Kongjian Yu, arquiteto criador das cidades-esponjas
Nascido em 1963 em uma família de agricultores, Kongjian Yu se formou arquitetura paisagística pela Universidade Florestal de Pequim. Em 1992, cursou o doutorado em Design (DDes) na Escola de Pós-Graduação em Design de Harvard (GSD), com a dissertação: “Padrões de segurança no planejamento paisagístico: com um caso no sul da China”.
Em 1997, Kongjian Yu retornou para a China e fundou a Faculdade de Arquitetura e Paisagismo na Universidade de Pequim e atuou como reitor.
No ano seguinte, Yu criou Turenscape, uma empresa de design interdisciplinar com foco em arquitetura paisagística, planejamento urbano, arquitetura e restauração ecológica. Por meio dela aplicou o conceito de cidades-esponjas em 1.000 projetos distribuídas em mais de 200 cidades pelo mundo.
As cidades-esponjas são modelos arquitetônicos urbanísticos que se integra a natureza para absolver a água e reaproveita-lá de forma inteligente. Dados mostram que o modelo de Kongjian Yu consegue absolver um volume de água maior do que as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
A viagem de Yu para o Brasil começou com a participação na Bienal de Arquitetura, em São Paulo.
Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, cineasta
Especializado em projetos de documentário e não-ficção, Luiz Ferraz produzia e dirigia na Olé Produções desde 2007, em parceria com outras produtoras.
Os trabalhos mais recentes foram a direção da série indicada para o Emmy Internacional para WBD/HBO, “Dossiê Chapecó: O Jogo por Trás da Tragédia”, pela Pacha Films, e a direção da série “To Win or To Win”, para o maior grupo de mídia árabe, MBC/Shahid, sobre o time Al Nassr FC.
Para a Olé, ele tocou projetos ligados a arquitetura que devem ter o levado a trabalhar com Kongjian Yu. Ferraz dirigiu para o canal Arte1, o documentário “Paisagem Concreta”, sobre o arquiteto português Alvaro Siza e sua relação com o Brasil. Em 2024, dirigiu a série “Algo no Espaço”, sobre o que apresenta o cotidiano e o processo criativo de renomados artistas visuais contemporâneos brasileiros.
Rubens Crispim Jr., cineasta
Nascido e crescido em São Paulo, Rubens se formou em Artes Plásticas na Escola de Comunicações e Artes da USP. O lado artístico era aplicada no audiovisual: Rubens atuava como documentarista, diretor de fotografia e produtor independente.
“Os 400 Golpes”, foi o primeiro curta-metragem de Rubens, criado a partir do prêmio conquistado na vitória do reality show “Projeto 48″, do canal TNT. Durante a vida, Rubens fundou a Poseídos, produtora com quase 20 anos de atividade.
Passou pelas produções da Discovery Channel, National Geographic, Arte 01, TV Globo, TV Cultura e a plataforma de streaming Cultura em Casa.
Entre 2019 e 2023, ele coordenou o departamento de audiovisual da Amigos da Arte, organização ligada ao estado de São Paulo que atua na difusão cultural e gestão de equipamentos desde 2004.
Desde 2021, Rubens trabalhava na direção e fotografia de documentários expostos na Pinacoteca de São Paulo.
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