Novo curso no campus de Assis vai oferecer 40 vagas anuais, formação multidisciplinar e possibilidade de dois anos de estudos em universidade na China
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovou a criação do bacharelado em Língua e Cultura Chinesas, o primeiro do tipo no Brasil e na América Latina. A decisão foi oficializada pelo Conselho Universitário na terça-feira (10), com início das aulas previsto para agosto. A graduação será oferecida na Faculdade de Ciências e Letras (FCL) do campus de Assis, exclusivamente no período noturno, com duração mínima de quatro anos. Saiba os detalhes na TVT News.
Serão 40 vagas anuais, distribuídas entre o Vestibular de Meio de Ano (36) e o processo Unesp-Enem (4). Metade das oportunidades será destinada a estudantes oriundos de escolas públicas. Não é exigido conhecimento prévio de mandarim para o ingresso.
Formação integra idioma, cultura e economia
O currículo foi estruturado para ir além do ensino linguístico. Os dois primeiros anos concentram o aprendizado intensivo do mandarim, aliado a disciplinas de história, política, filosofia, literatura e economia do Leste Asiático. A proposta é preparar profissionais com visão cultural e estratégica, capazes de atuar em diferentes frentes das relações entre Brasil e Ásia.
Ao final do curso, os estudantes poderão seguir duas ênfases: Tradução, para quem concluir toda a formação no Brasil, ou Relações Comerciais Internacionais, voltada aos alunos que realizarem parte da graduação no exterior.
Intercâmbio com dupla diplomação
O principal diferencial é o modelo de graduação compartilhada firmado com a Universidade de Hubei, localizada em Wuhan. Após os dois primeiros anos em Assis, entre 15 e 20 alunos serão selecionados, com base no desempenho acadêmico e na proficiência no idioma, para cursar os dois anos finais na China.
Os estudantes escolhidos terão passagens aéreas, moradia, alimentação e bolsas custeadas pelo governo chinês e, ao final, receberão diplomas válidos tanto pela Unesp quanto pela instituição parceira. A universidade chinesa também investirá cerca de US$ 300 mil por ano em melhorias de infraestrutura no campus paulista.
Resposta a uma demanda estratégica
A criação do curso acompanha o fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e a China, hoje principal parceiro econômico do país. A expectativa é formar profissionais aptos a atuar em empresas multinacionais, escritórios de comércio exterior, órgãos diplomáticos, além de áreas de docência e tradução especializada.
A iniciativa amplia uma cooperação já existente por meio do Instituto Confúcio, instalado na universidade desde 2008, e é vista pela reitoria como um passo estratégico de internacionalização acadêmica.
Ajustes administrativos e contratações
Para viabilizar a nova graduação sem ampliar o total de vagas da instituição, a Unesp remanejou 40 lugares do curso de Letras de Assis, que passou de 140 para 100 vagas. Também estão previstas a contratação de cinco docentes, nas áreas de língua e literatura chinesa, história do Leste Asiático e economia internacional, e dois servidores técnico-administrativos, garantindo a estrutura necessária para a implementação do bacharelado.
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