Fenômeno do veranico traz temperaturas elevadas no Sudeste e Centro Oeste, enquanto ciclone extratropical ameaça o Sul. Entenda
Enquanto parte do Brasil experimentará um raro episódio de veranico neste 2025, com dias secos e temperaturas dignas de verão no coração do inverno, o Sul do país se prepara para a chegada de um ciclone extratropical que pode provocar ventos violentos, temporais e transtornos significativos. Entenda na TVT News.
Segundo a Defesa Civil e o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), a cidade de São Paulo e outras regiões do Sudeste devem sentir os efeitos do veranico até o sábado (23). O fenômeno, típico do inverno brasileiro, é marcado por tempo seco e quente que pode durar de 3 a 5 dias, uma pausa no frio provocada pelo enfraquecimento do ar polar e entrada de uma massa de ar seco e quente.
Serão, possivelmente, os dias mais quentes desde março, marcando 5 meses de frio em São Paulo.
Durante esse período, os índices de umidade relativa do ar devem cair, ficando abaixo de 30%, o que aumenta o risco de problemas respiratórios e queimadas. As temperaturas na capital paulista devem subir gradualmente ao longo da semana, atingindo máximas próximas a 28 °C até quinta-feira (21), com picos ainda maiores no interior do estado.
Contudo, enquanto o Sudeste aquece, o Sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, se vê na rota de um ciclone extratropical em formação. A ciclogênese, processo que dá origem ao sistema, deve ocorrer entre esta terça (19) e quarta-feira (20), a partir de uma área de baixa pressão que cruza os Andes e se intensifica sobre a região do Rio da Prata, na Argentina.
De acordo com a MetSul Meteorologia, o fenômeno trará chuva intensa, temporais e ventos com rajadas que podem superar os 100 km/h em áreas do Uruguai, Argentina, Paraguai, oeste de Santa Catarina e noroeste gaúcho. No Rio Grande do Sul, cidades litorâneas e do interior estão sob alerta para ventos muito fortes, com potencial para quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.
Temperaturas elevadas no país na quarta-feira (20), por volta das 15h. São Paulo pode ultrapassar 30 graus.
Veranico e ciclone
Sudeste
Veranico em destaque.São Paulo e Minas Gerais terão sol, tempo seco e calor atípico para o inverno. As máximas devem ultrapassar os 30 °C no interior paulista e mineiro, com umidade relativa do ar abaixo dos 30%, principalmente entre quarta e sexta-feira.
Capital paulista:
Segunda (18): mínima de 15 °C, máxima de 25 °C
Terça (19): mínima de 16 °C, máxima de 26 °C
Quarta (20): mínima de 17 °C, máxima de 27 °C
Quinta (21): mínima de 18 °C, máxima de 28 °C
O litoral pode registrar ventos moderados de até 70 km/h, mas sem os efeitos diretos do ciclone.
Sul
Ciclone em desenvolvimento traz alerta vermelho.Rio Grande do Sul será o epicentro da ventania. As rajadas devem variar entre 70 km/h e 100 km/h em várias cidades, com risco de danos estruturais.
Região da Campanha, Serra do Sudeste, Vales, Planalto Médio e Alto Uruguai devem enfrentar vento muito forte, inclusive em áreas que escaparam do ciclone anterior.
Em Santa Catarina, os ventos podem atingir até 140 km/h na região serrana (Bom Jardim da Serra e arredores).
Paraná também sentirá os efeitos, com ventos fortes no Oeste e possibilidade de temporais localizados.
Centro-Oeste
Instabilidade localizada e calor.O Mato Grosso do Sul pode enfrentar temporais entre terça e quarta-feira (19 e 20) devido à linha de instabilidade gerada pelo ciclone. Vendavais e granizo não estão descartados.Nas demais áreas, tempo firme, com temperaturas elevadas.
Nordeste
Tempo seco predominante no interior, com variação no litoral.A região não deve ser afetada pelo ciclone nem pelo veranico, mas o tempo seco segue predominante no Sertão.No litoral, pode haver variação de nebulosidade com chuvas passageiras, principalmente no Recôncavo Baiano e litoral de Pernambuco e Alagoas.
Norte
Clima típico amazônico.Chuvas isoladas em áreas do Amazonas, Acre e Rondônia, mas sem relação com os eventos extremos observados no Sul.Calor e umidade seguem predominando na maior parte da região.













